sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

2010 vai ser o ano da virada para o Brasil?

By Aristides Girardi

Encerramos 2009 com vários anúncios de grandes investimentos em expansões de empresas multinacionais e nacionais de grande porte no segmento industrial e em vários setores. Listei aqui apenas 10 empresas dos setores de Aço, Celulose, Comunicação, Eletroeletrônicos, Petróleo, Mineração, Energia e Indústria Automobilística.

Muitas multinacionais irão anunciar até fevereiro, seus investimentos para 2010/2011 no Brasil e já de ouvir em conversas de bastidores nas empresas estou sabendo que vem boas notícias por aí, muitos bilhões de dólares em investimentos na expansão de Plantas, Aquisições e Fusões.

Minha expectativa pessoal é de que em 2010 estaremos anunciando muitas oportunidades para os executivos no Linkedin, nossa rede preferencial de contato com executivos e executivas.

O grupo Votorantim, da familia Ermírio de Moraes, vai investir R$ 4,5 bilhões em 2010, em projetos que contemplarão fábricas de cimento, de celulose, reflorestamento e reorganização de uma série de setores produtivos.

Outras multinacionais destes segmentos virão com tudo em 2010/2011 engrossando o volume de investimentos no setor.

A Gerdau informou uma revisão em seu plano de investimento de 2010 a 2014. Em comunicado à imprensa, a companhia observou que o planejamento prevê R$ 9,5 bilhões no período,

A espanhola Telefónica pretende investir no Brasil mais de R$ 2 bilhões em 2010, número similar ao previsto para este ano, anunciou hoje o presidente da filial brasileira da companhia, Antonio Carlos Valente.

A Petrobras vai investir cerca de R$ 341 bilhões (US$ 200 bilhões) na extração de petróleo da camada pré-sal em 2010, afirmou nesta terça-feira (10) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o Fórum Empresarial Brasil-Itália, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A CSN vai investir em 2010 cerca de US$ 350 milhões para concluir sua usina de aços longos em Volta Redonda. A informação foi dada pelo diretor Comercial da empresa, Luis Fernando Martinez, em teleconferência. Ele conformou que a previsão de iniciar a operação em 2011.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, anunciou nesta segunda-feira (19), após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a empresa fará investimentos de R$ 24,5 bilhões, ou US$ 12,9 bilhões, em 2010.

De acordo com o executivo, a produção da Vale vai aumentar em 50% até 2014, de 300 milhões de toneladas para 540 milhões de toneladas de minério, com os projetos que a empresa tem somados àqueles já aprovados pelo conselho e aos que serão implantados em 2010.

A indústria eletroeletrônica deverá investir 5,3 bilhões de reais em 2010 para atingir suas metas de crescimento. Esse valor é 39% maior que os 3,8 bilhões de reais aplicados pelo setor em 2009, segundo projeções da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em balanço anual do setor

A Fiat mantém seus planos de investimento no Brasil até 2010, ano em que vai aplicar cerca de R$ 1,8 bilhão de um total de R$ 5 bilhões que vem sendo destinados ao país desde 2008, informou nesta terça-feira o presidente da companhia para a América Latina, Cledorvino Belini.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) deverá investir em 2010 o montante de R$ 1,342 bilhão. Segundo comunicado da companhia, o montante já foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Ford anuncia investimento de R$ 4 bi no Brasil.Os R$ 4 bilhões somam-se aos R$ 970 milhões feitos pela montadora este ano, dos quais R$ 600 milhões para a fábrica do interior paulista e R$ 370 milhões na montagem de caminhões no complexo industrial da região do ABC.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ALERTA geral contra a picaretagem com vagas que não existem

"Ôba, vamos pegar mais um trouxa hoje?"

UMA REFLEXÃO: Diante de novas denúncias e novas prisões veiculadas pelo Fantástico no último domingo 24 de abril, os executivos deveriam fechar questão no Brasil e a partir de hoje, não aceitar pagar nenhum centavo a nenhum título para qualquer tipo de agente ou pessoa que sob alegação de prestar um "serviço especial de recolocação" vendem vagas que não existem. Só para você ter uma idéia, não divulgamos todas as vagas da Starhunter para evitar que PICARETAS anunciem nossas vagas e vendam para candidatos como se eles tivessem o poder de escolher e decidir quem será o finalista. Nem a Starhunter, nem nossos profissionais tem esse poder, quem decide e faz a escolha é 100% a empresa cliente. A Starhunter Executive Search há 10 anos no mercado brasileiro, NUNCA cobrou nenhum centavo de executivos que participam de processos de hunting e portanto não apoia a cobrança de honorários por terceiros quando vendem uma vaga que não existe, e mesmo que a vaga exista, se a consultoria está recebendo da empresa cliente para realizar o trabalho de seleção, é DESONESTO cobrar honorários do candidato. Existem empresas sérias no mercado que realizam serviços de recolocação (outplacement), todavia, é duvidoso cobrar antecipado dos profissionais que não terão a garantia (está escrito na maioria dos contratos) de que serão efetivamente recolocados. O honesto e ético, seria, quando realizado o trabalho de busca de uma recolocação para o profissional por parte da consultoria, cobrar honorários DEPOIS da efetiva recolocação, NUNCA antes.

DICAS PARA VOCÊ NÃO CAIR EM ARMADILHAS DE RECOLOCAÇÃO
1) Ligam prá você dizendo que seu cv é um "espetáculo" e você foi escolhido para uma entrevista com a empresa para uma vaga super interessante e um salário maravilhoso.
GENTE: Consultoria séria, faz uma triagem, entrevista, avalia, tira informações, pede material, atualiza contatos, etc. para depois encaminhar ao cliente uma prévia e a partir daí, se o cliente decidir, agendar uma segunda entrevista na empresa ou mesmo na consultoria quando o processo é sigiloso.
2) Pedem para você se deslocar que a entrevista tem que ser urgente, mas não disponibilizam, passagem, motorista, hotel, NADA.
TODOS os candidatos convidados para participar de processos pela Starhunter (e existem as dezenas), quando necessário deslocamentos, recebem o e-ticket de ida e volta pelo e-mail, quando necessário recebem junto com o e-ticket a reserva do hotel, um motorista vai ao aeroporto esperar o candidato, e acompanhamos todo o translado, fornecendo refeições e outros recursos necessário. Consultoria e cliente sérios, trabalham desta maneira no Brasil.
3) Quando a pessoa que faz contato com você oferecendo uma vaga mas não abre o nome do cliente, nem da atividade, e ainda pede para você viajar sem siquer atualizar seu cv, e fica o tempo todo falando do cargo e do salário, CUIDADO, a probabilidade de ser PICARETAGEM é de 101%.
4) Quando ligarem prá você fazendo um convite maravilhoso, PEÇA o NOME COMPLETO DE QUEM ESTÁ LIGANDO, ENDEREÇO DA CONSULTORIA, TELEFONE FIXO, E-MAIL DE QUEM ESTÁ TELEFONANDO. Ao desligar entre no google e faça uma pesquisa no RECLAME AQUI ou no próprio google escrevendo o NOME DA CONSULTORIA, O NÚMERO DO TELEFONE E O ENDEREÇO, e confira o que você vai encontrar. Mesmo não encontrando nada, não tenha pressa, pois eles mudam de nome, de endereço e de telefone a toda hora para não serem localizados, procure um amigo, conhecido ou até estranho e procure saber referências sobre a consultoria, agindo assim dificilmente você irá fazer parte da estatística dos ludibriados pelos PICARETAS.
5) Quando pedirem para você se deslocar URGENTE para outra cidade que a entrevista é amanhã ou nunca, tente argumentar que você somente poderá na próxima semana, ou, quando vocês vão mandar a passagem? Isso já será suficiente para você avaliar a reação do seu interlocutor.
6) Ao assinar um contrato de recolocação, CONSULTE UM ADVOGADO, somente depois assine. Sempre tem um advogado amigo, na família, no vizinho, ao lado, procure, você vai achar.
BOA SORTE!

sábado, 17 de outubro de 2009

A vida não é só trabalhar!

By Aristides Girardi


A vida não é só trabalhar, óbvio que não. Acontece que a maneira tradicional de "aproveitar" o tempo em família mudou. "Antigamente", chegava o final de semana e lá íamos nós com a família para um almoço especial na casa da vovó! Muitos, ainda conseguem essa proeza nos dias atuais, mas a grande maioria dos executivos, não!!

Você percebeu que quando você se torna um finalista em um processo de seleção, ou mesmo quando recebe um convite direto, na hora de negociar a remuneração, sempre o que chama a atenção são os benefícios? Benefícios?

Além do salário, que é ótimo tê-lo, você recebe a promessa de que terá com todas as despesas pagas, um lindo celular, um nextel, um Black isso ou um Black aquilo, outro celular corporativo, um moderno laptop com webcam, wireless, pen drive, mobile internet, baterias extras, cartão corporativo, reembolso de quilometragem, etc.? Um verdadeiro arsenal de "guerra" para desempenhar o seu papel de acordo com o script do "Board".

E como a demanda por executivos está em baixa, a ordem é caprichar, e aproveitar os sábados e domingos para turbinar os relatórios, planos de viagens, agenda, roteiros, apresentações, orçamento pessoal, recarregar a bateria "do celular", e outras coisa importantes e necessárias para a "batalha" da próxima semana, e garantir o "leite das crianças".

Você ia dar uma voltinha com seu filho mas como está chovendo, teve uma idéia bacana, foi até o Shopping mais próximo e o deixou brincando no "parquinho" para ele se divertir um pouco, não é mesmo. Enquanto isso você vai até a praça de alimentação ler alguns e-mails. Como tem que responder muitos e-mails e o final de semana será "curto", deixa o menino no parquinho mais uma hora, ele vai se divertir...e por aí vai. Chega o domingo à noite, hora de arrumar a mala e o arsenal, afinal de contas amanhã, segunda-feira tudo começa de novo. São 6hs da manhã de segunda, e você já está pronto, ou pronta, vale para as queridas mamães também, e bola prá frente, rumo a novos e desconhecidos desafios que a semana lhe reserva.

Na segunda-feira à noite, num lampejo de solidariedade, emoção, saudade (afinal você está se sentindo tão só), abre uma janela na sua agenda e liga para o filho, que do outro lado com voz embargada e tímida sussura, "papai, estou com saudade de você", e você retruca com delicadeza e maestria digna de um executivo, mas filho, ontem eu levei você no shopping, no parquinho, na sorveteria, na banca de revistas, no cinema, no banheiro, você ainda passou a tarde toda na casa da tua vó? Isso tudo não foi suficiente para você meu filho? E do outro lado, o frágil "adversário", inexperiente, sábio, observador, com voz calma e educada te responde: "fiquei feliz sim papai com tudo isso, mas estou com saudades DE VOCÊ!"

Se a vida não é só trabalhar, então a vida é o que?



sábado, 10 de outubro de 2009

Por que tantos executivos estão divorciando?

By Aristides Girardi

Esta semana um tema chamou minha atenção de uma forma especial. Quero de bate pronto adiantar que não tenho nada contra nem a favor, até porque também já fui divorciado em plena carreira trabalhando em grandes organizações. Foi um casamento de 20 anos, uma linda história, com três filhos maravihosos, mas acabou. Agora, completados 12 anos no segundo casamento, com mais uma filha maravilhosa, o barquinho vai navegando em águas tranquilas, não por falta de tempestades, tsunâmis e tornados. Ainda bem que a vida ensina, se aprendermos, nos permitindo desfrutar de várias maneiras esta experiência, agregando ao currículo da vida uma seção muito particular.
Voltando ao tema, esta semana conversei com mais ou menos 90 executivos e executivas, quase 100, e fiquei impressionado com a quantidade de divorciados ou divorciandos que tive o prazer de conhecer e conversar durante os processos, buscas e abordagens, normais no dia a dia de um headhunter.
Ainda ontem um executivo me ligou, pedindo para adiar um processo de Career Transition, pois tinha acabado de tomar a decisão de "dar um tempo" e já estava instalado em um hotel enquanto que duas crianças tinham ficado na casa com a esposa (eles estão morando em outro país). Pelo que entendi foi um acordo maduro, civilizado e inteligente do ponto de vista que as crianças não foram envolvidas na discussão e durante o dia, enquanto durar a "trégua", a ordem é manter o que for possível, no lugar. E longe de usurpar a figura do Mestre, no meu humilde ponto de vista, neste caso a receita vai dar certo, e minha torcida nos próximos 120 dias, prazo negociado, vai ser totalmente a favor da reconciliação.
Não sou especialista no assunto, mas fiquei me perguntando algo que nunca tinha me passado pela cabeça, por que tantos executivos e executivas estão se divorciando?
Será que é o ritmo de trabalho que os afasta da família e ao mesmo tempo os aproxima do "mundo"? Será que mesmo vivendo próximo da família, um vacilo deixa o amor esfriar e a rotina "mata" o relacionamento?
Ou talvez um nível de expectativas muito elevado em relação ao cônjuge têm levado ao desgaste da relação conjugal? Já ouvi jargão de especialista dizendo: "Passam mais tempo com colegas de trabalho e pessoas do convívio profissional do que com o cônjuge...". Daí surge outro questionamento, e os casais que se separaram porque a relação desgastou virando um "verdadeiro inferno" porque trabalhavam juntos??
O ciúme, discussões, dissenssões, disputas, competições e outras coisas mais, em geral, detonam qualquer convivência, mas a entre marido e mulher, acaba em inimizade e às vezes até em divórcio.
Me dá um "nó" na reflexão, a idéia de que há casais, inclusive celebridades, onde cada um mora em um endereço diferente sob a alegação de que não ficando muito tempo juntos, haverá meno discussões e com isso, o risco de um rompimento será menor. Será??
Sendo prático e exclusivamente no intuito de contribuir com este tipo de debate, eu penso que um dos maiores motivos pelo qual os executivos e executivas se divorciam é a absoluta falta de um objetivo comum.
Existem outros? Claro, todos nós sabemos que sim. Mas para mim, este é um dos principais. Independente de ser ou não um executivo, ambos devem ter um objetivo pessoal. O marido deve ter e buscar alcançar suas metas, objetivos, sonhos e realizações, tanto no campo pessoal como no profissional. A esposa, igualmente, deve buscar e atingir suas metas, objetivos, sonhos e realizações, tanto no campo pessoal como no profissional. Se pararmos por aqui, "o bicho pega". É necessário completar o tripé, que em tese, havendo amor, respeito, altruísmo, abnegação, longanimidade e cumplicidade, vai sustentar a relação por tempo indeterminado, proporcionando qualidade de vida, alegria e felicidade. Nos momentos de lutas e batalhas, uma união inabalável em torno da busca das soluções para vencer os desafios será a marca registrada do casal. O tripé só se completa havendo um objetivo comum ao casal. Este objetivo comum respeitará os outros dois fundamentos e levará à mesa de discussões e do planejamento familiar e profissional de ambos, um tom de conciliação, ajuda mútua e gratidão. Será portanto, o ponto de equilíbrio da relação.

Aristides Girardi
Headhunter

domingo, 4 de outubro de 2009

Pense 7 vezes antes de pedir demissão

 
Você está com "vontade" de pedir demissão? Pense 7 vezes antes de fazê-lo!
Foi construído na mídia brasileira um cenário virtural que não bate com a realidade que vivencio no dia a dia, em relação à demanda por executivos.
Recebo diariamente telefonemas e mensagens de executivos brasileiros residentes no México, Estados Unidos, Espanha, Itália, França, Holanda, Alemanha, África do Sul e China, que estão planejando voltar de "mala e cuia" para o Brasil desde 2010. Um deles antecipou a sua vinda e já chegou em São Paulo. Principalmente alguns países da Europa estão privilegiando contratar nativos e despedir estrangeiros fazendo engrossar a lista de interessados em voltar ao novo "Eldorado Planetário" chamado Brasil.
Enquanto isso, inclusive finais de semana, recebo mensagens de executivos que acabaram de ser demitidos por conta de reestruturações, incorporações, enxugamentos, ajustes, idade "avançada", etc., por conta do rescaldo do tsunâmi provocado pela crise financeira que atingiu muitos grupos econômicos sediados no Brasil. Alguns não chegaram a balançar ou quebrar, mas por diversos motivos reduziram drásticamente o seu tamanho. Por exemplo um dos ícones da indústria nacional do setor de tecidos tinha antes da crise 30.000 funcionários e hoje tem 11.000, além de ter amargado um prejuízo fenomenal em seu balanço, e levando executivos a acumularem funções deixadas por aqueles que foram dispensados neste processo. Por conta da máxima "é preciso crescer para sobreviver", grandes conglomerados mundiais estão expandindo seus investimentos no Brasil, só que via compra de empresas, gerando um movimento de dispensas, pois as funções estratégicas pertencem, em geral, ao corporativo. Haverá a compensação no seu devido tempo destas perdas de hoje, cujos reflexos se darão por conta do ajuste da economia na forma que todos nós já conhecemos. Mas até lá? Ter cautela é bom. Conheço executivos capacitados, experientes, inteligentes, bem recomendados e com um histórico de resultados de fazer "inveja" a muita gente, que estão tendo dificuldades de se recolocar, vão se recolocar com certeza, mas não no tempo que gostariam e precisam. O que me levou a escrever este artigo, foi o grande número de executivos que falam comigo todas as semanas, sinalizando que estão insatisfeitos com a sua atual empresa, que não gostariam de serem transferidos para determinada cidade, que cansaram de esperar as recompensas prometidas, que estão chateados por não verem suas idéias implantadas, que já estão descrentes das políticas da Cia., que estão sobrecarregados de trabalho e siquér conseguem tirar férias, e vai por aí a fora!!
O que me preocupa é que a grande maioria dos colegas está estimulada a procurar esta mudança com base na "forte musculatura da economia brasileira" que caminha para um futuro promissor e brilhante. Organismos internacionais sinalizam que realmente o Brasil está se recuperando e crescendo, afinal nosso mercado interno está vigoroso, mas temos que considerar os movimentos de ajustes na economia brasileira que invariavelmente provocaram e continuam provocando a dança solitária das cadeiras, ou seja é a dança de um só. Executivos e executivas, foram empurrados para a busca de alternativas empreendedoras, reciclagens acadêmicas, tecnológicas e de mercado. Aos que estão sedentos por mudança, mudem, mas calculem os riscos para que um plano B seja acionado se algo der errado. Aos que estão em busca de uma recolocação, se concentrem nas suas competências, sem compará-las às dos outros, e fortaleçam o seu network, hoje muito apoiado por ferramentas da internet, comunidades profissionais e facilidades oferecidas pela fluente comunicação global. Isso vai ajudá-los a diminuir o tempo de recolocação. A todos saúde, fé e boa sorte!

Aristides Girardi
CEO Starhunter Executive Search

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um treinador só para você!

O trabalho obsessivo vem levando você ao limite físico e psicológico?
É hora de procurar um personal coach

By Aristides Girardi

A vida dos executivos e executivas, não anda nada fácil. Agenda, viagens, reuniões, planejamentos, avaliações de resultado, novos mercados, câmbio, parcerias, acionistas, carreira, família, amigos, etc.
Haja fôlego!
Ser executivo hoje em dia é um permanente desafio na busca da perfeição no mundo dos negócios. Quem falha, perde. Quem não falha, ganha.
O mundo corporativo está produzindo verdadeiras “máquinas humanas”, onde a busca obsessiva pelo lucro tem levado executivos e executivas à beira dos limites físico e psicológico.
Sem contar no aumento do número de divórcios, úlceras e síndrome do pânico.
Não há mais tempo para cuidar da saúde, da família e da carreira.
Todo o tempo e toda energia é direcionada para comprar, produzir, vender, lucrar.
Poucas são as empresas no mundo dos negócios, que apresentam um discurso de qualidade de vida e na prática são honestas consigo mesmas. Os programas de melhoria no ambiente de trabalho nem sempre refletem melhoria na qualidade de vida dos principais executivos que a dirigem.
Muitos cargos e funções foram eliminadas e, com isso, houve uma drástica redução no time de executivos, causando uma sobrecarga natural de trabalho, responsabilidade e ocupação do tempo.
As facilidades oportunizadas pela tecnologia, “obrigam” os mortais executivos a trabalharem em casa, no hotel, no aeroporto, no trem, no restaurante e até na rua, enquanto está andando.
Stop! Há um recurso que está ao alcance de todos. O Personal Coach. Amigo, experiente, vivido e que entende muito bem dessa “fábrica de loucos” que é o mundo corporativo.
A missão do Personal Coach, é ajudá-lo na busca do equilíbrio entre o que o mundo quer que você faça e aquilo que você realmente gostaria de fazer, mantendo as perspectivas de alavancagem da sua carreira, melhoria da sua remuneração e benefícios, e ainda, preservando o seu bem estar, a auto-estima e o orgulho de você mesmo.
Não há fórmula mágica, mas há uma fórmula prática.
Procure saber com seus amigos executivos, o telefone de um Personal Coach de confiança, marque um horário na sua agenda e vá tomar um café, trocar idéias e não saia do encontro sem marcar o início de um programa mínimo de coaching, o qual será, com certeza, um marco histórico na sua vida profissional e pessoal. O investimento, qualquer que seja, será pouco diante dos benefícios que você vai receber.
Hoje recebo mensagens de executivos que estão atuando em vários países do mundo, agradecendo pelas conversas e pelas dicas. O que mais gosto de ouvir é “depois que conversei com você consegui entender muitas coisas e minha vida mudou”. De fato, a autoreflexão é o grande segredo da evolução na vida de um executivo, depois de um programa de coaching.
M i n h a tarefa nobre é fazer você acreditar que há uma realidade diferente daquela que você vê e misturando-a com as minhas percepções, ver você pavimentar um caminho novo, com novos desafios, novas conquistas e mais alegria naquilo que você faz. Certo dia um executivo chegou até mim e confidenciou: “Dediquei todo o tempo do mundo ao meu trabalho e agora estou perdendo a minha família, não tem mais volta, estou desesperado, por favor, o que eu posso fazer?”.
Pensei alguns segundos antes de responder, respirei fundo e, calmamente, respondi ao meu cliente: Salve a sua vida! É lamentável que muitos executivos estejam sofrendo perdas.
Talvez você que esteja lendo este texto esteja sofrendo algum tipo de perda também.
Talvez seja hora de dar uma paradinha e, em vez de ter pena de você mesmo, acione a mesma energia e entusiasmo que faz com que você trabalhe a favor da sua empresa ou do seu negócio.
Passe a direcionar todo este potencial na busca de uma mudança na sua vida, nos seus hábitos e, quem sabe, até uma mudança de empresa.
Lembre-se, você é responsável por todas as suas decisões, inclusive aquelas que dizem respeito à sua carreira e a sua vida pessoal.
Portanto, não há motivo nenhum para ficar em cima do muro e deixar que outras pessoas decidam qual deve ser o ritmo de vida profissional ou pessoal que você deve levar.
Seja competente o suficiente para tornar a sua carreira um fator de sucesso para a sua vida e para a vida da sua família. Outro dia, uma executiva me disse durante uma conversa: “Estou desempregada há cinco meses e há mais de 20 anos venho trabalhando em banco. Não agüento mais, eu quero trabalhar em uma empresa privada”. Minha resposta foi: “Você trabalhou em uma empresa privada durante 20 anos, o que você precisa fazer é ser feliz com o que faz”. E ainda emendei: “Na área bancária você é uma executiva ‘plug in play’. Em uma organização não bancária, talvez você retroceda alguns anos na sua carreira”. Encerrei a reunião e me despedi.
Algumas semanas depois recebi uma mensagem dizendo: “Girardi, assumi a gerência regional do banco tal. Estou feliz, me sentindo uma executiva plug in play”. Fiquei feliz porque senti que ela ficou feliz e acreditando que o “banco” não era o X da questão. A sua recolocação foi quase instantânea. Personal Coach, não é mágico, mas pode ter o poder mágico de fazer você acreditar que a solução de todos os seus problemas está em você mesmo.
Quando você estiver passando em frente a uma livraria no aeroporto, num shopping ou em qualquer lugar faça um dos maiores investimentos na sua pauta de despesas pessoais, compre um livro e leia-o.
Faça de conta que está num bufê e vá “saboreando” as folhas de alguns livros. Você vai sentir o que está precisando ler. Todos os executivos que aconselho me dizem que gostariam de ler este ou aquele título, mas que não têm não tem tempo.
Uso a metáfora “comer” o livro, durante alguns minutos do dia, para alimentar o Ser Holístico que há dentro de cada um de nós. Este é um segredinho de sucesso.
Mundo corporativo é mundo corporativo, nem sempre este é o mundo que a sua família, seus amigos e às vezes até você mesmo gostariam de viver. Mas é o mundo que supre suas expectativas de conquistas, consumo, desejos e realizações.
Viva com alegria e entusiasmo todos os dias para que, quando chegar o fim do ano você possa dizer: “Este ano foi bom e sou uma pessoa feliz”.

Autor: Aristides Girardi

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