domingo, 4 de outubro de 2009

Pense 7 vezes antes de pedir demissão

 
Você está com "vontade" de pedir demissão? Pense 7 vezes antes de fazê-lo!
Foi construído na mídia brasileira um cenário virtural que não bate com a realidade que vivencio no dia a dia, em relação à demanda por executivos.
Recebo diariamente telefonemas e mensagens de executivos brasileiros residentes no México, Estados Unidos, Espanha, Itália, França, Holanda, Alemanha, África do Sul e China, que estão planejando voltar de "mala e cuia" para o Brasil desde 2010. Um deles antecipou a sua vinda e já chegou em São Paulo. Principalmente alguns países da Europa estão privilegiando contratar nativos e despedir estrangeiros fazendo engrossar a lista de interessados em voltar ao novo "Eldorado Planetário" chamado Brasil.
Enquanto isso, inclusive finais de semana, recebo mensagens de executivos que acabaram de ser demitidos por conta de reestruturações, incorporações, enxugamentos, ajustes, idade "avançada", etc., por conta do rescaldo do tsunâmi provocado pela crise financeira que atingiu muitos grupos econômicos sediados no Brasil. Alguns não chegaram a balançar ou quebrar, mas por diversos motivos reduziram drásticamente o seu tamanho. Por exemplo um dos ícones da indústria nacional do setor de tecidos tinha antes da crise 30.000 funcionários e hoje tem 11.000, além de ter amargado um prejuízo fenomenal em seu balanço, e levando executivos a acumularem funções deixadas por aqueles que foram dispensados neste processo. Por conta da máxima "é preciso crescer para sobreviver", grandes conglomerados mundiais estão expandindo seus investimentos no Brasil, só que via compra de empresas, gerando um movimento de dispensas, pois as funções estratégicas pertencem, em geral, ao corporativo. Haverá a compensação no seu devido tempo destas perdas de hoje, cujos reflexos se darão por conta do ajuste da economia na forma que todos nós já conhecemos. Mas até lá? Ter cautela é bom. Conheço executivos capacitados, experientes, inteligentes, bem recomendados e com um histórico de resultados de fazer "inveja" a muita gente, que estão tendo dificuldades de se recolocar, vão se recolocar com certeza, mas não no tempo que gostariam e precisam. O que me levou a escrever este artigo, foi o grande número de executivos que falam comigo todas as semanas, sinalizando que estão insatisfeitos com a sua atual empresa, que não gostariam de serem transferidos para determinada cidade, que cansaram de esperar as recompensas prometidas, que estão chateados por não verem suas idéias implantadas, que já estão descrentes das políticas da Cia., que estão sobrecarregados de trabalho e siquér conseguem tirar férias, e vai por aí a fora!!
O que me preocupa é que a grande maioria dos colegas está estimulada a procurar esta mudança com base na "forte musculatura da economia brasileira" que caminha para um futuro promissor e brilhante. Organismos internacionais sinalizam que realmente o Brasil está se recuperando e crescendo, afinal nosso mercado interno está vigoroso, mas temos que considerar os movimentos de ajustes na economia brasileira que invariavelmente provocaram e continuam provocando a dança solitária das cadeiras, ou seja é a dança de um só. Executivos e executivas, foram empurrados para a busca de alternativas empreendedoras, reciclagens acadêmicas, tecnológicas e de mercado. Aos que estão sedentos por mudança, mudem, mas calculem os riscos para que um plano B seja acionado se algo der errado. Aos que estão em busca de uma recolocação, se concentrem nas suas competências, sem compará-las às dos outros, e fortaleçam o seu network, hoje muito apoiado por ferramentas da internet, comunidades profissionais e facilidades oferecidas pela fluente comunicação global. Isso vai ajudá-los a diminuir o tempo de recolocação. A todos saúde, fé e boa sorte!

Aristides Girardi
CEO Starhunter Executive Search

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