sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Como liquidar a corrupção

By Adherbal Fortes de Sá Jr
Membros de uma organização doente podem ser convencidos a fazer escolhas éticas?

O inglês é cada vez mais a segunda língua dos não excluídos. Por isso, não estranhei quando alguém na minha roda sugeriu que alcançamos o state-of-the-art em matéria de corrupção.

Todo mundo sabe que state-of-the-art, (estado-da-arte), indica aquele produto ou aquele processo que representa o ponto mais alto da qualidade e da inovação tecnológica.  Serve para descrever o estado de degradação da administração pública. Roubar é uma arte.

Meu colega de roda queria dizer que a corrupção brasileira alcançou um estágio tão avançado, tornou-se tão importante, que poucos podem viver sem ela. Como prova, ofereceu a cena da despedida do diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Ele foi ovacionado pelos 500 funcionários que lotavam o auditório. Aplaudido como um grande craque de bola, um ator maravilhoso, o cientista que descobriu a vacina contra o câncer.

No Estadão, Fernando Gabeira avaliou que "os aplausos a Pagot mostram o imenso abismo cultural que existe entre a auto representação da burocracia e a expectativa das  pessoas que pagam imposto.

Eles acham mesmo que foram eles que construíram as péssimas e caríssimas estradas brasileiras. Só podemos tratá-los com a mesma ironia que Brecht dedicava aos que achavam que os faraós construíram as pirâmides."

Um corte rápido para a sala do superintendente do Dnit no Paraná. Agora a ação é aqui. José da Silva Tiago administra uma regional recordista em irregularidades. Temos o Contorno Norte de Maringá, que já está em mais de 300 milhões de reais - e nada. O Tribunal de Contas da União descobriu que um dos trechos teve sobrepreço de 10,5 milhões.

O TCU mandou também parar as obras da Estrada Boiadeira (BR-487). Suspeita de fraude na licitação e alteração indevida nos contratos. A Gazeta do Povo informa que só foram concluídos 30 dos 170 quilômetros da estrada.

É por isso que o Paraná está no Top Five. Junto com Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul é o estado com maior número de malfeitos.

Torna compulsório acabar com o tripé corrupto-corruptor-intermediário. Mesmo que o intermediário frequentemente seja um líder do Congresso Nacional ou chefão de um dos partidos da temível base aliada.

Convém repetir o mantra: ou o Brasil acaba com a corrupção ou a corrupção acaba com o Brasil. Boa parte do custo Brasil vem das estradas inacabadas ou precocemente deterioradas, porque 60% da nossa produção andam sobre pneus.

É possível liquidar a corrupção no estado-da-arte do MT e em outras áreas do governo. Exemplos mostram que, mesmo quando maioria, integrantes de uma organização podem ser
convencidos a fazer escolhas éticas - e salvar o emprego.

Adherbal Fortes de Sá Jr, jornalista, para Rede de Participação Política - 27/07/11.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Acerte no look de trabalho

Publicado 31/07/11

A roupa certa no ambiente profissional ajuda a passar uma imagem mais segura e competente. Headhunters e consultores dão dicas de como usar a moda a seu favor e ganhar pontos no trabalho


Alexandra Scotti e Mariluci Brambilla procuraram uma
 consultoria profissional para adaptar o visual ao ambiente de trabalho. 
 Ambas queriam mostrar seriedade e elegância na hora de atender um cliente

Difícil não reparar numa colega de trabalho que chega na sala de reuniões com um grande decote ou um vestido muito curto e justo. Ou, ainda, naquele jovem executivo que parece ter caído da cama e resolveu colocar a calça jeans mais velha do armário.

Segundo especialistas, esses “descuidos” podem tirar o brilho de uma carreira e minar futuras pretensões profissionais. “A pessoa desleixada com sua aparência também passa a imagem de ser descuidada com suas tarefas”, afirma Aristides Girardi, CEO da empresa Starhunter Executive Search.

A palavra de ordem, na realidade, é equilíbrio. Ou seja, a roupa certa mostra sofisticação e bom gosto, mas também é preciso manter um pouco da personalidade, pois só sendo autêntico é possível ter uma atitude segura. “O estilo pessoal deve ser impresso, de forma sutil, na roupa usada no ambiente de trabalho, através de um acabamento diferenciado, um acessório bem escolhido”, indica a consultora de imagem e personal stylist Patrícia Nerbass.
 
É preciso, no entanto, cuidado na administração do guarda-roupas. Muitas peças podem transitar entre diversas ocasiões, mas o ideal é ter roupas específicas para trabalhar. Segundo a consultora de imagem Aline Dala Valle, o ideal é comprar peças básicas que combinem entre si e investir em acessórios para não repetir o look.
 
“É fundamental ainda ter atenção com o estado de conservação das peças. Bolinhas, furos e manchas chamam muita atenção e prejudicam a imagem”, acrescenta ela.
 
Na prática
A designer de interiores Mariluci Brambilla contou com a consultoria de Patrícia Nerbass para adaptar o visual ao ambiente de trabalho. “A roupa é um cartão de visitas. Para mostrar seriedade e elegância na hora de atender um cliente, precisei deixar a calça jeans um pouco de lado e substituir por calças de alfaiataria e casacos em tecidos mais sofisticados”, afirma.

A cantora e atriz Alexandra Scotti, que também buscou as orientações de Patrícia, completa: “A roupa reflete muito a personalidade e atitude.O look ajuda a compor a imagem que se quer passar”.
 
Deslizes
É preciso atenção para evitar alguns deslizes que podem enfraquecer a imagem perante os colegas e o chefe.
Usar acessórios muito chamativos, peças com cores ou estampas extravagantes, causa uma péssima impressão, pois a discrição é a regra básica.
Outros cuidados com a aparência não po­­dem ser deixados de lado, co­­mo uma boa conservação dos sa­­pa­­tos, que devem estar sempre limpos e engraxados e nunca exagerar no perfume, sinal de extravagância.
Cabelos limpos e penteados, unhas bem feitas e uma pele limpa também são indispensáveis em qualquer apresentação.
Confira algumas sugestões de looks – entre clássicos, informais e fashion – para não errar no ambiente de trabalho:

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