sexta-feira, 23 de março de 2012

O chimarrão é uma tradição que nunca morre

Cuia preparada com esmero e dedicação
É uma satisfação renovada cada vez que visito a Anna Terra Panificadora e Confeitaria na Julia da Costa, Bigorrilho em Curitiba, para tomar um café e um pão integral com manteiga, e vislumbro os amigos da casa degustando um delicioso chimarrão, com ervas diversas e muito bom humor em pleno expediente de trabalho. Talvez, por ser gaúcho, me identifico com este símbolo cultural, mas o que me chama a atenção de fato, é a reflexão que fiz há algum tempo atrás, sobre a importância da tradição no mundo corporativo, sua riqueza, seus aspectos sociais e algumas "penalidades" para quem não respeita a tradição ou tenta usurpá-la, querendo impor mudanças considerando apenas sua visão pessoal. Para quem ainda não leu, curta este artigo e se um dia passar na Julia da Costa, atrás da Igreja dos Passarinhos, dê uma paradinha na Anna Terra e conheça a cuia e as delícias desta confeitaria:

CONVIVENDO COM A TRADIÇÃO NO MUNDO CORPORATIVO
By Aristides Girardi
Esta semana ouvi a história de um executivo que durou três semanas em seu novo emprego. Conversando com o diretor de recursos humanos para fazer uma reflexão sobre o tema, descobri que houve um "choque de culturas". Na verdade uma quebra de expectativas mútua. No dia a dia é que "a porca torce o rabo". Quero ressaltar que esta empresa não é minha cliente, mas a experiência vale a pena ser analisada. Quando um executivo ao invés de assumir um papel, tenta ocupar um "espaço", o final nem sempre é feliz. O ambiente corporativo é um SER vivo, com pensamentos, sentimentos, valores e reações próprias. Guarda em geral o DNA dos seus criadores ou acionistas, e quando estes colocam a tradição como centro do negócio, é melhor "comer o mingau pelas beiradas" e ir absorvendo aos poucos e somatizando em certo grau de tolerância, o subjetivo espírito corporativo.
Se na empresa que você trabalha ou na próxima que você entrar, perceber que tem tradição no ar, faça como alguns gaúchos, esquente a água, prepare um bom chimarrão e coloque a "costela no fôgo", convide os amigos e estimule um bate papo descontraído para que a criatividade, o espírito de sobrevivência coletiva se manifeste na busca de soluções, melhorias e resultados que possam agregar valor a empresa e a sua carreira. O grande aprendizado deste tipo de experiência é o de que tradição não se muda, se compreende, se convive e se aprende.



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