quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Somos seres humanos integrais - Pausa para reflexão

By Starhunter News
"Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia." Salmos 34:8

Com a pressão do dia a dia, metas, viagens, reuniões, relatórios, compra, venda, faturamento, processos, feedback, planejamento, qualidade, produção, estoque, pesquisa, desenvolvimento de novos produtos,  gestão de pessoas, bônus, salário, dissídio, benefícios, celular, iPod, iPad, iPhone, lap top, wireless, fibra ótica, etc, etc, vamos aos poucos sendo "engolidos" pela necessidade de trabalhar e ganhar dinheiro para sustentar o giro do mundo.
Para muitos não tem mais fim de semana, não tem mais feriado, não tem mais noite, tudo virou um tempo só.
Se você parar e fazer uma análise crítica das reais necessidades que temos para viver, não seria necessário tanto sacrifício, tanta luta, tanto desgaste. É certo que lemos no livro dos livros, que "do suor do teu rosto comerás", mas e o resto? Ansiedade, depressão, síndrome do pânico, labirintite, taquicardia, e tantas outras doenças que assolam o mundo corporativo, de onde vem tudo isso? Dizem os especialistas, em parte, da falta de qualidade de vida das pessoas.
Hoje entrevistei um executivo finalista em um processo e na hora de negociar salário, ele aceitou a proposta do meu cliente que é 40% menor do que a sua renda atual, e fui logo perguntando, baseado em que você está aceitando esta proposta de menor valor? E a resposta foi pronta e segura: "Ganho mais, mas minha vida virou um inferno. Não vejo mais meus filhos, minha esposa está triste, não vejo mais os amigos, não vou mais à igreja aos domingos, enfim, virei um escravo do trabalho, minha vida se resume em trabalhar e trabalhar. Na minha atual empresa o único assunto do dia é resultado, bônus, lucro, resultado, bônus, lucro. O ser humano "não vale um centavo".
Em uma pesquisa que estou fazendo no grupo da revista você s/a no Linkedin, com 1.415 participações até o momento, onde pergunto aos profissionais o que o fariam trocar de empresa mesmo estando trabalhando e está lá registrado, 70% apontam qualidade de vida e novos desafios como primeiro e segundo lugar em suas prioridades para uma mudança, ficando a remuneração em terceiro lugar com apenas 15%.
Ou seja, empresa que oferece qualidade de vida e oportunidades, retém talentos.
A velha política de reter talentos apenas oferecendo uma remuneração maior, além de elevar os custos por conta de pesada carga de encargos sociais e trabalhista, ainda assim não é garantia para reter um bom profissional.
Ninguém é apenas "carne e osso", não somos máquinas, somos pessoas, temos sentimento, percepções, inteligência, memória, capacidade criativa e tantas outras habilidades e competências que desenvolvemos ao longo da nossa trajetória, e na sua grande maioria, não usamos isso a nosso favor, acabamos usando "contra". É necessário discernimento e sabedoria para constatar que também somos espírito, e aqui não estou falando de religião. Não importa qual é a sua religião, ou se você não tem nenhuma, você e eu, não deixamos de ser espírito também.
Esta realidade, conhecida e nutrida, pode mudar a nossa realidade cotidiana, inclusive profissional.
Precisamos fazer pausas para reflexão sobre este tema, para não corrermos o risco de nos transformarmos em uma máquina "desumana". Somos humanos e precisamos tratar os humanos de forma diferenciada, a começar por nós mesmos.

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