terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ronaldo Iabrudi é o novo presidente do Pão de Açúcar

O executivo Enéas Pestana, que presidiu rede varejista desde 2010, apresentou carta de renúncia nesta segunda-feira 20.

Ronaldo Iabrudi é homem de confiança de Jean-Charles Naouri, CEO do Casino, controlador do Pão de Açúcar

Fonte ISTOÉ Dinheiro
Por Ralphe Manzoni Jr.
O executivo Ronaldo Iabrudi, que era representante do conselho de administração do Pão de Açúcar e da Via Varejo, foi indicado como novo presidente do grupo varejista Pão de Açúcar.
Ele assume o lugar de Éneas Pestana, que apresentou carta de renúncia nesta segunda-feira, 20. Em nota divulgada à imprensa, Pestana diz que esse era o momento adequado par concluir seu ciclo no Pão de Açúcar. "Completo uma importante fase em minha vida após dedicar 11 anos ano desenvolvimento desta companhia", diz Pestana, em nota.
Iabrudi foi contratado em junho do ano passado, para ser o representante do grupo francês no mercado brasileiro. "Estou certo que o Pão de Açúcar, com todo nosso time, continuará seu caminho de sucesso, liderança e aprimoramento das boas práticas de gstão de governança", afirmou o executivo, em nota.

Pestana estava no Pão de Açúcar desde 2003, quando entrou para comandar a área financeira. Ele presidiu o Pão de Açúcar a partir de 2010, quando sucedeu ao executivo Claudio Galeazzi, hoje presidente da BRF.
Durante sua gestão, Pestana enfrentou uma das mais acirradas disputas empresariais entre dois sócios. De um lado estava o empresário Abilio Diniz, controlador da rede, que havia tentado uma fracassada fusão com o francês Carrefour. 
A tentantiva de fusão foi considerada um golpe por Jean-Charles Naouri, o CEO do Casino, que assumiu o controle da companhia em junho de 2012. Desde então, Diniz e Naouri nunca mais se entenderam.
A briga culminou com a saída de Diniz do Pão de Açúcar, em acordo assinado no ano passado. Hoje, Diniz é apenas um acionista sem direito a voto e não participa mais do conselho de administração. Ele é o atual presidente do conselho de administração da BRF.
Pestana manteve-se neutro nessa disputa, o que agradou aos franceses. Mas, de acordo com uma fonte ouvida por DINHEIRO, o Casino sempre teve restrições à atuação de Pestana.
Por outro lado, Pestana queixava-se a pessoas próximas de que tinha pouca autonomia desde que o Casino assumiu o controle, o que o desagradava. Seu contrato também vencia este ano.


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